Euphoria e a estratégia de transformar polêmica em alcance!
- 14 de mai.
- 2 min de leitura

Por: Aline Hilário
Vocês perceberam que ninguém consegue simplesmente assistir Euphoria em paz?
Todo mundo precisa comentar, criticar, fazer teoria, reclamar da estética, dizer que a série “força” polêmica ou falar que a última temporada ficou exagerada, e sinceramente? Esse sempre foi o plano!!
Porque “Euphoria” não funciona apenas como série, ela funciona como campanha publicitária contínua. Tudo ali foi construído para gerar conversa, a fotografia parece editorial de moda, a maquiagem foi pensada para virar trend, os personagens têm identidades visuais extremamente marcantes, as cenas parecem recortes perfeitos para TikTok, Pinterest e edits no Instagram, até o excesso é estratégico.
E isso é uma das jogadas mais inteligentes do marketing atual:
Transformar o público em mídia espontânea, porque quando as pessoas discutem a série o tempo inteiro, a HBO não precisa depender só de anúncio pago, a própria internet faz a divulgação, cada tweet indignado, cada vídeo analisando personagem, cada thread criticando roteiro, aquela frase “essa série passou dos limites”, tudo isso mantém “Euphoria” culturalmente viva e tem um detalhe importante aqui: a série entendeu perfeitamente como funciona a atenção hoje. Antigamente, publicidade era interromper o público, hoje, publicidade é fazer o público continuar falando sobre você mesmo depois que o episódio acaba.
Por isso “Euphoria” investe tanto em impacto visual, cenas desconfortáveis, personagens extremos e momentos que dividem opinião. Polêmica gera retenção, estética gera compartilhamento e o debate gera alcance orgânico!!
A série virou praticamente um ecossistema de conteúdo, maquiagem viraliza, figurino inspira marcas, as músicas entram em playlists, as falas viram legenda, os personagens viram referência estética. Até quem nunca assistiu, sabe quem é a Maddy, Cassie ou a Rue.
O público consome a sensação de fazer parte daquele universo. E talvez seja por isso que “Euphoria” continua dominando conversa mesmo anos depois.
Percebe agora que o engajamento de Euphoria, não é consequência é estratégia?



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