top of page

O que acontece quando uma cidade inteira se reúne pelos livros?

  • 3 de ago.
  • 2 min de leitura

Por: Aline Hilário Passei os últimos dias na FLIP, em Paraty, e ainda estou tentando organizar tudo o que vivi por lá.


Foi bonito ver uma cidade inteira respirando literatura. Gente de todos os estados, turistas de vários lugares do mundo, fiz amizade até com argentinos que estavam passeando por lá, todos unidos por uma paixão em comum: os livros.


Um dos momentos que mais me marcou foi assistir à Socorro Acioli. Li Cabeça de Santo este ano, depois de ver tantas pessoas recomendando o livro, e ouvir a autora contar sobre o processo criativo da obra foi uma experiência difícil de colocar em palavras. Ela até brincou sobre uma possível continuação, e foi engraçado perceber como uma simples frase consegue fazer o coração de tantos leitores acelerar ao mesmo tempo.


Outra coisa que me emocionou foi ver o incentivo à leitura acontecendo de forma tão natural. Haviam rodas literárias espalhadas pelas praças, adultos lendo para crianças, adolescentes descobrindo novos autores… Era como se a cidade inteira lembrasse que ler também é uma forma de construir futuros.


Também tive a oportunidade de ouvir escritores como Kamel Daoud compartilhando seus processos criativos. E, para quem ama escrever, não existe aprendizado melhor do que escutar quem transforma palavras em mundos.


A FLIP deste ano estava lotada e isso significou enfrentar filas, disputar espaço em algumas casas literárias e caminhar devagar pelas ruas de Paraty. Mas, sinceramente? Acho que nunca fiquei tão feliz de ver tanta gente reunida por causa da literatura.


Voltei com livros novos, referências novas e, principalmente, com a certeza de que escrever exige muito mais do que técnica. Exige repertório, curiosidade e disposição para continuar aprendendo.


Volto para a rotina com a mala mais pesada de livros, mas também de ideias e a sensação de que toda pessoa que trabalha com comunicação deveria, de vez em quando, trocar a tela por uma praça cheia de livros.


Foi uma experiência que vou levar comigo por muito tempo.


Agora já fico na expectativa pelos próximos eventos literários e, principalmente, pela próxima FLIP. Espero estar de volta no ano que vem para viver tudo isso outra vez e descobrir quantas histórias ainda têm para me encontrar.

 
 
 

Comentários


bottom of page